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Mostrando postagens de 2023

Vai Fluzão - Antônio Reis

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Vou torcer para o Fluminense nesta sexta-feira na disputa do Mundial de Clubes contra o Manchester City. Vou torcer pelo clube brasileiro não por patriotada, nem por eurofobia, mas pela necessidade de tomar partido, sentimento que me aflora dependendo da fase da lua. Torço para um bicampeão Mundial, que quando entra em campo tem a maior torcida do mundo: os prós e os contras. Ainda assim não coço sarna alheia e torço para os esquadrões nacionais. Foi assim quando o São Paulo faturou o título em cima do Liverpool, em 2005, quando o Santos deu vexame contra o Barcelona, em 2011, sendo espinafrado e se comportando como fã clube do Messi. Até para o Palmeiras eu torci em 1999, quando perdeu o Mundial para o Manchester United em jogo disputado exatamente no dia em que fui demitido da Folha da Região. Desorientado e sem rumo, fui tomar um cafezinho no bar do seu Atílio (Afonso Pena com a Luís Pereira Barreto) e acabei por assistir à derrota alviverde. Confesso que torci por simpatia a São ...

Prazer da releitura - Antônio Reis

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É prazeroso revisitar as leituras dos tempos de juventude e de sonhos. A releitura atesta o amadurecimento do leitor e o enriquecimento do estofo intelectual. No momento, releio “Bebel que a cidade comeu”, o primeiro romance de Ignácio de Loyola Brandão. Por coincidência, há alguns dias a novela “Terra e Paixão”, que não perco um capítulo por nada deste mundo, faz baita marketing de “Feliz Ano Velho”, o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva, em que relata o acidente que o deixou tetraplégico. Na ficção de Walcyr Carrasco a personagem Graça, interpretada por Agatha Moreira, presenteia o namorado Jonatas (Paulo Lessa) com o livro na tentativa de reanimá-lo, pois está em uma cadeira de rodas, vitimado por um tiro que o atingiu na coluna vertebral, numa trama arquitetada pelo miliciano Antônio La Selva (Toni Ramos), um gigante do agronegócio, dono de um império grilado no interior do Mato Grosso do Sul. Na verdade, Graça leva vários livros para reanimar Jonatas, mas apenas “Feliz Ano Velh...

Um ensaio fotográfico - Antônio Reis

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Pedalar de manhãzinha, principalmente aos domingos, tem sido minha atividade física preferida. Seguir sem roteiro, de preferência pelos ermos da cidade, sempre reserva surpresas. E para surpreender as surpresas, especialmente as boas, nada melhor que uma câmera fotográfica, embora muitos, na falta dela ou por opção, usem o celular. Na manhã do primeiro domingo de agosto revi a avenida José Ferreira Baptista, passei por uma plantação de sorgo, pedalei até o trevo conhecido como pé-de-galinha, que dá acesso ao aeroporto, e decidi experimentar uma rua pela qual nunca havia passado de bicicleta. No cruzamento da Aguinaldo Fernando dos Santos com o córrego Machado de Melo, a mais agradável surpresa do dia. Numa tubulação sobre o riacho e acima do nível da ponte, um urubu tomava sol. Pressenti boas fotos. O cenário não era desprezível: ave exótica, água, céu e mato, embora ressequido pela estiagem do agosto. Desci da bicicleta, desembolsei a câmera e à meia distância fiz as primeiras imagen...

Cancioncita - Antônio Reis

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  Tarancón zapoña, cajon Quilapayun Iquique, Cancún Violeta Parra Victor Jara Milton, Elis Taiguara Raíces de América canta El tiempo para. Antônio Soares dos Reis é jornalista em Araçatuba e atualmente se dedica a assessoria de imprensa. Voluntário do Grupo Experimental. Apreciador de música e de fotografia. WhatsApp: (18) 9 9776-2588

Foi bonita a festa, pá ! - Antônio Reis

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Embora Chico Buarque já tivesse recebido o dinheiro correspondente ao Prêmio Camões, a principal láurea literária da língua portuguesa, a solenidade de entrega do certificado, às vésperas do 25 de abril, foi carregada de simbolismo para Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e outras ex-colônias portuguesas no continente africano. No discurso da cerimônia de premiação, o laureado, fazendo jus ao “Camões” pela habilidade com a língua, deu nome aos bois sem citar nomes, colocou-os nos devidos lugares. Fez uso de refinada ironia ao se referir à recente página infeliz de nossa história. Solidário, dedicou o prêmio aos artistas brasileiros, humilhados e ofendidos pela estupidez e obscurantismo que tomaram conta do País nos últimos anos. Chico também fez referência ao 25 de abril, quando Portugal comemora o Dia da Liberdade, pois nessa data, no ano de 1974, jovens oficiais do Exército marcharam por Lisboa com cravos na boca dos fuzis para pôr abaixo uma ditadura q...

Malhação do judas - Antônio Reis

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  Sei lá quem inventou essa história de malhar o judas na véspera da Páscoa, mas a ideia me agrada. Talvez um cara revoltado com o juiz que condenou Jesus num julgamento imparcial e sem provas, o que hoje se chama lawfare , e decidiu castiga-lo pelo malfeito. Seja lá qual for a origem, a tradição exige do judas alguns requisitos. O bom judas é aquele que personifica  antipatia, fanfarronice, soberba, arrogância, prepotência,  imoralidade, desprezo pela vida alheia, trapaça ou bandidagem de toda ordem. Não todos, mas alguns reúnem todas as qualificadoras. Por vários dias analisei uma lista de candidatos a judas. De imediato, pensei no técnico português que mentiu ao Corinthians para trabalhar no Flamengo. Ou quem sabe aquele jogador que “se acha”, mas na hora do pega pra capar pediu para ser o último a bater o pênalti, confirmando a fama pipoqueiro? Mas não, tem gente mais qualificada, também no mundo do futebol. Um é acusado de estupro e está preso na Espanha espera...

Escola com partido - Antônio Reis

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Por muitos anos o 31 de março foi comemorado nas escolas, mas caiu na vala das bobagens nacionais com a redemocratização, a Constituição de 88, as Diretas Já e eleições livres. As comemorações, no entanto, emergiram do lodo no governo passado nos círculos militares, nos grupos de alienados ou de mal intencionados. Lembro-me dos meus primeiros anos escolares, na década 1970, os anos de chumbo, quando éramos obrigados a cantar o Hino Nacional todas as sextas-feiras após as aulas. Havia declamação de quadrinhas rimadas exaltando “valores patrióticos” e heróis nacionais, que mais tarde vimos não serem tão heróis assim. Quando completou dez anos, em 1974, o 31 de março foi comemorado com uma semana de cantoria. À época, a enfadonha “Eu te amo meu Brasil”, dos medíocres Dom e Ravel, impulsionada pelos milicos, fazia sucesso com “Os Incríveis”, um grupo só de musiquinhas chatas, estilo iê-iê-iê. E tínhamos de cantá-la também antes ou depois dos Hinos Nacional, da Independência, da Proclam...

Refugiado por perturbação ambiental - Antônio Reis

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O 22 de março é o Dia Mundial da Água, quando empresas, poder público, escolas e ONGs promovem eventos alusivos à data, com medidas de preservação ambiental durante toda a semana. Em Araçatuba, teve palestras e um mutirão para limpar as margens do ribeirão Baguaçu e do córrego Machadinho. Entre os mutirantes, o Foto Clube Araçatuba. Não fossem meus compromissos diários, participaria das atividades, pois gosto de dar uns cliques. E o Parque Ecológico do Baguaçu (Peba) rende boas fotos, tem até cachoeirinha a 100 metros do asfalto. E na última vez em que lá estive, fiquei preocupado com a quantidade de lixo urbano próximo à queda d’água e na própria corredeira.   Fiquei contente com o mutirão de limpeza, pois faço caminhada na Pompeu de Toledo, altura do Peba, lugar tranquilo, de pouco trânsito, principalmente nos fins de semana cedinho. Entretanto, da pista de caminhada dá pra ver todo o tipo de material descartado nas margens do Baguaçu: latas e garrafas de bebidas, sacos com l...

Joias, Arábias e tempo perdido - Antônio Reis

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Juro que não queria abordar o famoso, e precioso, presente da Arábia Saudita formado por um conjunto de joias avaliado em R$ 16,5 milhões. O generoso príncipe saudita Mohammed bin Salman costuma dar a chefes de Estado e a altas personalidades mimos que custam alguns milhares de euros, mas ao que tudo indica dessa vez exagerou. As joias que vieram parar no Brasil totalizam cinco vezes mais que o par de brincos que bin Salman deu à duquesa Meghan Markle, avaliado em R$ 3,2 milhões. E olhe que Meghan é casada com o príncipe Harry, que, embora não seja o primeiro da linha sucessória, é nascido no palácio de Buckingham, bem distante de territórios milicianos. Um casal diferenciado, diga-se de passagem. Talvez o critério de Salman na escolha dos presentes seja afinidade ideológica. Quem despreza mulheres e LGBTQIA+, persegue jornalistas, idolatra violência, faz apologia à tortura, é contra democracia, merece presentes mais valiosos. Critério é critério, fazer-se o quê? Mas que tem cheiro...

Ovo frito, o zoião nosso de cada dia - Antônio Reis

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Em tempos de vacas magras e carne cara, o ovo se tornou a principal fonte de proteína animal para muitas famílias. É um dos alimentos de que mais gosto, seja frito, cozido, pochê, quente (cozido com a gema mole), mexido, omelete e ainda como ingrediente na salada, na pizza (portuguesa) ou no cuscuz. Ir a supermercado não me é uma atividade prazerosa, embora engraçada quando olhares jocosos são dirigidos a mim e à minha cartela de ovos. A exemplo das carnes de primeira ou de segunda para “variar o cardápio”, às vezes compro ovos vermelhos, aqueles de casca mais resistente, gema mais escura e, lógico, mais caros. São ovos das galinhas da raça Rhode Island Red. Voltando aos olhares jocosos, imagino-os se me vissem na fila do osso ou do pé de frango, que, maldito seja, não nos permite distinguir se são das penosas reds (vermelhas) ou das whites (brancas). Seja lá de qual for, o importante é que em breve, graças à reviravolta política no país, osso e pé de frango serão opções e não al...

A verdade está no vinho - Antônio Reis

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  E as notícias ruins envolvendo o mundo do trabalho continuam a pulular Brasil afora. A mais recente, e estarrecedora, é o trabalho análogo à escravidão envolvendo vinícolas do Rio Grande do Sul, Estado de maioria branca. Entre as 207 vítimas, a maioria são trabalhadores recrutados na Bahia, onde predomina a população negra. Há suspeitas de que até policiais cometeram atos de violência física contra eles.  O trabalho análogo à escravidão é inadmissível e quando se toma conhecimento dele, a imaginação é direcionada a corte de cana, carvoarias ou oficinas de costura envolvendo imigrantes. Agora também para vinícolas, produtoras da bebida que, associada ao pão, sacia a sede, mata a fome e, portanto, representa vida boa e farta. O vinho, o “sangue do Senhor”, o primeiro milagre a pedido da Mãe, o casamento do primo.     O vinho, justo ele, pródigo em ditos populares: “O homem faz o vinho e o vinho refaz o homem”, “Quando o vinho desce, as palavras sobem”, “Ao teu am...

Fraternidade, sim; fome, não! - Antônio Reis

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A  Campanha da Fraternidade é uma das importantes iniciativas da Igreja Católica do Brasil, criada no início dos anos 1960, com o propósito de transformar princípios cristãos em solidariedade concreta. A CF foi idealizada pela ala conservadora da Igreja, seduziu progressistas e o rebanho adere ou não, dependendo do tema abordado. Muitos temas são “espinhosos” para os que interpretam a vida a partir do catecismo cristão branco-hetero-capitalista, que colocam “pátria, família e propriedade” acima de tudo e de todos. Não percebem que podem ser o fermento na massa. Os temas da CF são pautados pelos problemas que clamam por soluções mais urgentes. O deste ano é “Fraternidade e Fome”, o mesmo de 1985.   Para o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Joel Portella Amado, o tema de 2023 foi escolhido dada à volta do Brasil ao Mapa da Fome da ONU. A explicação do bispo remete aos esforços de governos progressistas para alimentar a população do país...

Enfim, é carnaval! - Antônio Reis

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Finalmente, as coisas estão voltando ao normal nesse Brasilzão de meu Deus, não apenas com o entendimento de que a Terra é redonda, mas também com o carnaval reocupando seu lugar no calendário e na vida do povão. A última folia pra valer foi em 2020. Em 2021, a covid-19 botou água no chope e no ano passado teve samba, frevo e axé em abril, como nunca antes. Agora, livre dos males ameaçadores dos últimos anos, o Brasil volta a ser o país do carnaval. Por não entender certos ritos, tenho dificuldade para apreciar a festa como a maioria o faz. Não entendo, por exemplo, como pode centenas de pessoas trabalharem o ano todo para uma escola desfilar 75 minutos na Sapucaí. E na quarta-feira de cinzas começarem tudo de novo para mais 75 minutos no ano seguinte. O verde e rosa da Mangueira e o azul e branco da Portela é a diferença que vejo entre elas, ambas belas e imponentes. Também não entendo porque alguns, como as baianas, usam tantas vestimentas para desfilar enquanto outras, roupa nenhu...

Crise, coaches e demissões - Antônio Reis

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Uma notícia recente despertou minha atenção: “Coaches que ensinam como ganhar dinheiro com aplicações financeiras enfrentam crise e demitem funcionários”.  Eles, sabichões, que conhecem o milagre da multiplicação do dinheiro, agem igualzinho aos empresários tradicionais: na hora do aperto, os funcionários pagam o pato. O economista e ex-ministro do Planejamento, Roberto Campos (1917-2001), tem uma máxima que consta de sua rica biografia: “ Há três maneiras de o homem conhecer a ruína: a mais rápida é pelo jogo; a mais agradável é com as mulheres; a mais segura é seguindo os conselhos de um economista”. Gostaria de saber o que ele diria dos conselhos dos coaches financeiros. É bem verdade que Roberto Campos foi ministro de 1964 a 1967, quando o Brasil estava numa ditabranda caminhando para uma ditadura. Entretanto, foi o criador do FGTS, da Caderneta de Poupança, do BNDE (atual BNDES) e do Estatuto da Terra, entre outros pilares do Brasil atual. Então, dica por dica, prefiro a ...

Tá pensando que sou lóqui, bicho ? - Antônio Reis

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O título deste texto é quase homônimo de uma música de Arnaldo Dias Baptista, multi-instrumentista, compositor dos Mutantes, ícone da contracultura no Brasil. Lá pelos idos de 1970, usava-se a gíria “lóqui” para definir o tolo, o “pilha fraca”, o “desparafusado”. Querer fazer do outro um lóqui, era agir de má-fé. Hoje, ficaria mais ou menos assim: “Tá pensando que eu sou vacilão, mano?”. De tanto receber fake news pelo aplicativo de mensagens no celular e redes sociais, me pego a pensar o que se passa pela cabeça de quem as envia. Concluo que se dividem em dois grupos: lóquis e safardanas. E ambos medem os outros pela própria régua, julgam a todos como seus iguais. Os dois grupos agem juntos e misturados, um precisa do outro. Os lóquis, mal leem o texto e já disparam a mentira “para Deus e todo mundo”. Se julgam portadores da verdade que salvará a humanidade, e sua missão é levar adiante a “boa-nova”. Os safardanas, além de criadores da “obra” ajudam na divulgação, que vai da mamad...

Depois da Copa, o Oscar ! - Antônio Reis

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Para que um fato histórico e trágico não se repita na condição de farsa, não pode ser esquecido. E o filme “Argentina 1985”, do diretor Santiago Mitre, contribui para que regimes políticos autoritários e desumanos não se repitam. O filme retrata o julgamento de 709 acusados de crimes na última ditadura argentina, de 1976 a 1983. Entre os condenados, dois ex-presidentes: Jorge Rafael Videla (prisão perpétua) e Roberto Eduardo Viola (17 anos de prisão), ambos generais, viu? Emilio Eduardo Massera, almirante e um dos articuladores do golpe que derrubou a presidenta Isabelita Perón em 1976, também pegou prisão perpétua. “Tuti buona gente” (cidadãos de bem, no português corrente). A ditadura argentina foi acusada de “cancelar 30 mil CPFs” (qualquer semelhança com um militar brasileiro que sugeriu a morte de 30 mil pessoas numa guerra civil é mera coincidência, talquei ?). As condenações se deram graças ao promotor Julio César Strassera e a um grupo de jovens advogados e estudantes de Di...

Memórias musicais - Antônio Reis

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Dia desses fiquei surpreso com a notícia da segunda edição de “Noites Tropicais”, de Nelson Motta, lançado em 2000. Ganhei o livro de uma colega jornalista por ocasião do meu aniversário, meses após o lançamento. É daquelas leituras que a gente não quer parar até que o livro termine. Devorei as 450 páginas em tempo recorde.   A obra trata das memórias musicais do autor (jornalista, compositor, produtor musical), começando em 1958, lógico, com a música “Chega de Saudade”, de João Gilberto. E terminando em 1990, quando, segundo o autor, a “República de Alagoas” marcou o início de uma das fases mais tristes da exuberante música popular brasileira: “O boom da música sertaneja”. Nelson Motta detesta o sertanejo. Noites Tropicais, revisto e ampliado, será lançado em 25 de janeiro no Rio e dia 31 em Sampa. Possivelmente já está disponível nas plataformas digitais. Se na primeira edição o autor deixa claro sua aversão à “República de Alagoas” e ao aparelhamento da “Casa da Dinda”, cuja...

Viagem para Natal - Antônio Reis

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No finalzinho de dezembro, um grupo de 25 escritores e escritoras de Araçatuba e região viajou para Natal (RN). O “tour” foi decidido de última hora, com o entusiasmo e a ansiedade do pessoal a mil. Não víamos a hora de pousar na capital das dunas e das praias maravilhosas. Todos na mesma viagem, sem ninguém da família para impor limites, experiência rara entre pessoas que têm em comum o gosto pela literatura. O destino foi a casa da araçatubense Margarida Maria Knobbe, colega de letras, que mora naquela capital. Nenhum dos 25 escritores e escritoras conhecia pessoalmente a professora Margarida. Daí a preocupação, já que o grupo é heterogêneo e, com certeza, nem todos se identificariam com os hábitos da anfitriã. Fomos tratados com muito carinho e sem nenhum estranhamento por parte da visitada e dos visitantes. Todos nos sentimos em casa. MMK, como assina seus poemas, fez questão de uma “selfie” assim que chegamos e rapidamente postou nas redes sociais. Falou com entusiasmo dos 30 ...