O agente predileto - Antônio Reis
Sempre gostei muito de cinema, creio, como a maioria das pessoas que já passaram dos 50. No meu caso, teve um agravante. Quando moleque morava perto de um cinema e para ir ao colégio, passava em frente dele: o Cine Paraíso, em Araçatuba. Cinema de rua e de periferia, sim senhor. E com orgulho. Em dia de Mazzaropi, às 3 da tarde, sob sol escaldante, mesmo não sendo fim de semana, a fila para comprar ingresso dobrava quarteirões. Assisti de quase tudo, de românticos aos de ação; de comédia, a drama; de aventura, a guerra; de documentário, a musicais (meus preferidos), policial e faroeste. Nunca fui fã de terror, ficção científica e chanchada. A minha preferência talvez tenha me afastado dos hollywoodianos e dos comumente indicados ou agraciados com o Oscar. Meu gosto não consta da lógica mercadológica de Hollywood e da Academia. Azar meu, claro. Embora assistindo a quase todos os gêneros, quando tomei ciência do porquê o Brasil é Brasil, descobri o cinema nacional e nele produto de quali...