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Mostrando postagens de dezembro 18, 2022

Batida de vinho com pêssego - Antônio Reis

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Sabe aquele vinho barato, o pêssego em calda e o leite condensado que vieram na sua cesta de Natal? Então, tudo misturado e batido com gelo dá um saboroso drinque, ideal para uma tarde/noite de domingo, horário em que costumo me dedicar à escrita de crônicas, embora nem sempre as publique. O drinque vinho/pêssego/leite condensado experimentei há muitos anos na Raízes (livraria durante o dia e bar à noite, que poderia ser o contrário dependendo das circunstâncias). O estabelecimento ficava na Bernardinho de Campos, Centro de Araçatuba, em frente à escola Cristiano Olsen. Os proprietários eram Ruy Barbosa dos Santos e Antônio Folquito Verona. Meados dos anos 1980. A Raízes foi um dos ambientes alternativos mais aconchegantes que Araçatuba já conheceu. Além de livros então encontrados só nas boas livrarias de São Paulo e das grandes cidades, oferecia aos frequentadores sala para assistir filmes em videocassete, o máximo em tecnologia para a época e nem tão acessível a todos. O bar? Be...

Chorar novos choros - Antônio Reis

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Encerrada a Copa do Mundo do Catar, com a Argentina merecidamente campeã, ponho-me a pensar no que realmente a Seleção Brasileira significa para o País. Deve ser respeitada como um símbolo nacional (Bandeira e Hino, por exemplo)? É uma nação que luta para não ser ofuscada por outra cultura que comemora gols de outra maneira? “É a pátria de chuteiras?”, eternizada por Nélson Rodrigues? Seja qual for a resposta, a Seleção Brasileira de Pia Sundhage e Bia Zaneratto não deveria receber o mesmo tratamento da Seleção de Tite e Neymar, já que também representa o País, usa a mesma camisa amarela e calça chuteiras? Se exaltar o sucesso ou lamentar o fracasso da Seleção masculina faz parte do patriotismo esportivo, ignorar até mesmo o adversário da Seleção feminina numa Copa do Mundo não é antipatriotismo? Acostumado a dancinhas de fair play duvidoso, o País acompanhou pelos jornais, portais de notícias, televisão e redes sociais o choro dos  marmanjos diante da desclassificação para a C...