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Mostrando postagens de março 26, 2023

Escola com partido - Antônio Reis

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Por muitos anos o 31 de março foi comemorado nas escolas, mas caiu na vala das bobagens nacionais com a redemocratização, a Constituição de 88, as Diretas Já e eleições livres. As comemorações, no entanto, emergiram do lodo no governo passado nos círculos militares, nos grupos de alienados ou de mal intencionados. Lembro-me dos meus primeiros anos escolares, na década 1970, os anos de chumbo, quando éramos obrigados a cantar o Hino Nacional todas as sextas-feiras após as aulas. Havia declamação de quadrinhas rimadas exaltando “valores patrióticos” e heróis nacionais, que mais tarde vimos não serem tão heróis assim. Quando completou dez anos, em 1974, o 31 de março foi comemorado com uma semana de cantoria. À época, a enfadonha “Eu te amo meu Brasil”, dos medíocres Dom e Ravel, impulsionada pelos milicos, fazia sucesso com “Os Incríveis”, um grupo só de musiquinhas chatas, estilo iê-iê-iê. E tínhamos de cantá-la também antes ou depois dos Hinos Nacional, da Independência, da Proclam...