Malhação do judas - Antônio Reis
Sei lá quem inventou essa história de malhar o judas na véspera da Páscoa, mas a ideia me agrada. Talvez um cara revoltado com o juiz que condenou Jesus num julgamento imparcial e sem provas, o que hoje se chama lawfare , e decidiu castiga-lo pelo malfeito. Seja lá qual for a origem, a tradição exige do judas alguns requisitos. O bom judas é aquele que personifica antipatia, fanfarronice, soberba, arrogância, prepotência, imoralidade, desprezo pela vida alheia, trapaça ou bandidagem de toda ordem. Não todos, mas alguns reúnem todas as qualificadoras. Por vários dias analisei uma lista de candidatos a judas. De imediato, pensei no técnico português que mentiu ao Corinthians para trabalhar no Flamengo. Ou quem sabe aquele jogador que “se acha”, mas na hora do pega pra capar pediu para ser o último a bater o pênalti, confirmando a fama pipoqueiro? Mas não, tem gente mais qualificada, também no mundo do futebol. Um é acusado de estupro e está preso na Espanha espera...