Vai Fluzão - Antônio Reis

Vou torcer para o Fluminense nesta sexta-feira na disputa do Mundial de Clubes contra o Manchester City. Vou torcer pelo clube brasileiro não por patriotada, nem por eurofobia, mas pela necessidade de tomar partido, sentimento que me aflora dependendo da fase da lua.

Torço para um bicampeão Mundial, que quando entra em campo tem a maior torcida do mundo: os prós e os contras. Ainda assim não coço sarna alheia e torço para os esquadrões nacionais. Foi assim quando o São Paulo faturou o título em cima do Liverpool, em 2005, quando o Santos deu vexame contra o Barcelona, em 2011, sendo espinafrado e se comportando como fã clube do Messi.

Até para o Palmeiras eu torci em 1999, quando perdeu o Mundial para o Manchester United em jogo disputado exatamente no dia em que fui demitido da Folha da Região. Desorientado e sem rumo, fui tomar um cafezinho no bar do seu Atílio (Afonso Pena com a Luís Pereira Barreto) e acabei por assistir à derrota alviverde. Confesso que torci por simpatia a São Marcos, que mais tarde descobri que de santo não tem nada. Nem de porco, é gado mesmo.

Mais recentemente, em solidariedade a amigos, torci pela equipa do portuga, que “jogou baim” mas caiu nos Mundiais de 2021 e 2022. Só pode ter bosta de porco enterrada no Allianz Parque, não é possível. Dona Leila precisa contratar um macumbeiro, urgente.

Apesar de que sou sempre a favor do contra, vou me manter fiel aos clubes brasileiros, ainda mais que a bandeira do Fluminense lembra a da Palestina. Vou torcer para o Tricolor, apesar de seu técnico falastrão e do Felipe Melo, que tem jeitão de terrorista do Hamas.

Ando mesmo é assustado com a ressurreição de John Kennedy 60 anos depois de ter sido assassinado. Também torço para que o jovem atacante do Fluminense fuja à sina do clã dos Kennedys, vítimas de tragédias no auge da vida. 

Os Kennedys são prova de que o mundo dá voltas e a terra é redonda, como bola de futebol. Que os orixás protejam o Flu, pois se jogar bola quadrada contra o City de Guardiola corre o risco de se igualar ao Palmeiras: “Um time sem Mundial”. E haja kkkkkkkkkkkkkkkkkk.



Antônio Reis é jornalista em Araçatuba e torcedor do Corinthians.

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