Pelé, Jesus Cristo e os Beatles - Antônio Reis
Acompanhando o noticiário deste fim de ano,
concluo que Pelé foi mais popular do que os Beatles. Se a banda de rock tem
músicas nas listas das mais executadas de todos os tempos, Pelé foi capaz de
parar uma guerra civil na África, pois a população local queria assistir ao jogo
do Santos que por lá excursionava.
Se os quatro cabeludos de Liverpool foram
condecorados pela rainha Elizabeth, que lhes concedeu título de nobreza na
monarquia britânica, Pelé foi bajulado por sete presidentes dos Estados Unidos
e por mandatários de onde quer que fosse, e de quebra teve encontro com três
papas.
Do tsunami de histórias reunidas após a
morte do Rei do Futebol, admito que algumas me emocionaram e outras surpreenderam;
muitas conhecidas por demasia, outras inéditas para muitas pessoas. Personalidades
que conviveram com o Rei, destacaram nele a humildade, a simplicidade e a gratidão.
E por falar em gratidão, Pelé deve muito ao
maior freguês dos Santos nos anos 1950/1960. Se não fosse o meu time do coração,
Pelé jamais teria feito mil gols. Embora reconhecendo-o como personalidade
única na História, prefiro a popularidade de Jesus Cristo e a dos Beatles. Pelo
menos eles nunca surraram o Corinthians.
Antônio Reis é jornalista
e ativista do Grupo
Experimental da Academia
Araçatubense de Letras.

Comentários
Postar um comentário